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Pressões e Suspeitas: Ex-Secretário Denuncia Governo Lula no Caso do Leilão do Arroz

A Inação do Congresso Perante Acusações Graves e Irregularidades no Leilão Anulado

Pressões e Suspeitas: Ex-Secretário Denuncia Governo Lula no Caso do Leilão do Arroz
Ex-secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Neri Geller/Reprodução

Em um desdobramento alarmante, o ex-secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Neri Geller, fez graves acusações contra o governo Lula, afirmando que foi pressionado a organizar um leilão controverso para adquirir 263 mil toneladas de arroz importado. Geller, que pediu demissão após o surgimento de suspeitas de irregularidades no leilão, alega estar sendo usado como "bode expiatório" pelo fracasso da operação.

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O leilão, anulado na terça-feira (11) devido a suspeitas de favorecimento e falta de transparência, foi vencido por quatro empresas ao custo de R$ 1,3 bilhão. Curiosamente, três dessas empresas não atuam no mercado de grãos, levantando sérias dúvidas sobre a legitimidade do processo. A situação se complica ainda mais com as acusações de que Geller favoreceu seu filho, Marcello Geller, sócio de uma das corretoras participantes.

Geller revelou que a Casa Civil e o Ministério da Agricultura exerceram pressão para a compra massiva de arroz, apesar das críticas do setor agropecuário. “Foi mal conduzido, em um momento de egos aguçados. A quantidade foi uma decisão da Casa Civil junto com o ministro [Carlos] Fávaro. Agora, como se deu lá, eu não consegui participar, porque o ministro puxou esse assunto 100% para o gabinete”, disse Geller em entrevista à BandNews TV.

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As condições técnicas para a realização do leilão “não foram seguidas”, segundo Geller, corroborando declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a anulação do certame. Ele destacou a falta de organização e orientação adequada, apontando que as posições técnicas foram ignoradas. “Se você buscar nos anais das reuniões que fizemos, as posições técnicas não foram seguidas. Foi de forma muito açodada”, ressaltou.

Além disso, Geller afirmou que 78% da safra de arroz do Rio Grande do Sul já havia sido colhida e armazenada, enquanto o restante estava fora das áreas afetadas pelas enchentes. Ele mencionou um aumento de 30% na produção de arroz na região Centro-Oeste e a disponibilidade de arroz de outros países do Mercosul, argumentando que o leilão deveria ter sido feito de forma mais escalonada.

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A demissão de Geller e suas acusações colocam em evidência a inação do Congresso diante de uma situação tão grave. Até o momento, não foram tomadas providências políticas adequadas para investigar e punir os responsáveis por essas irregularidades. A denúncia de Geller deveria ter provocado uma reação imediata e firme do Congresso, que tem o dever de fiscalizar e garantir a integridade dos processos públicos.

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Geller nega qualquer favorecimento ao filho e ao sócio, Robson Almeida de França, que foi seu assessor há quatro anos. Ele pediu que a Polícia Federal investigue se houve qualquer direcionamento por parte dele, destacando sua carreira política de mais de 30 anos. “Eu vou sair como bode expiatório dessa questão? Eu não vou aceitar de forma nenhuma”, declarou Geller.

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O Congresso precisa agir rapidamente para investigar essas denúncias e restaurar a confiança no processo público. A impunidade não pode prevalecer em casos de corrupção e má conduta. O povo brasileiro merece respostas e ações concretas para garantir que situações como essa não se repitam.

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