Operação na Maré: Mortos Incluem Homens de Confiança do Tráfico
Confronto intenso com a polícia expõe liderança do tráfico e resulta em apreensão significativa de armas e drogas
Na manhã de terça-feira (11), uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, culminou na morte de Francisco Jorge da Conceição de Freitas, conhecido como Divo ou Divulgado, e Wedson Ferreira Pereira, o Digdum. Ambos eram apontados como seguranças das lideranças do tráfico na região.
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Francisco Jorge era subordinado a Zequinha, gerente do tráfico na comunidade, e estava envolvido em transações financeiras ilícitas que somaram R$ 6 milhões entre 2018 e 2019, vinculadas ao Terceiro Comando Puro (TCP). Wedson, por sua vez, atuava como guarda-costas de Thiago da Silva Folly, o TH, principal liderança do TCP na Maré. Wedson tinha uma condenação de cinco anos e seis meses de prisão em 2013 por porte ilegal de armas.
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A operação, que se estendeu por mais de 15 horas, resultou na prisão de 24 suspeitos e na morte de cinco indivíduos, incluindo o sargento Jorge Galdino Cruz. O morador Revalci Rosa Agues, de 75 anos, foi baleado e está internado em estado estável, enquanto o militar Rafael Dias Holfgramm também ficou ferido e passou por cirurgia.
Entre os itens apreendidos, destacam-se 11 fuzis, uma metralhadora antiaérea, cinco pistolas, uma espingarda calibre .12, seis carros roubados, duas motos e diversas drogas. Um esconderijo usado pelo TCP foi descoberto na comunidade, e os veículos recuperados foram encaminhados ao pátio do 22° BPM.

A operação, além de visar o tráfico de drogas, tinha como objetivo desmantelar uma quadrilha especializada em roubo de veículos. A Maré é um ponto estratégico para o tráfico e roubo de carros, especialmente na movimentada Avenida Brasil. Durante a operação, criminosos tentaram bloquear a via expressa, resultando no incêndio de um ônibus e na interdição de uma carreta na Vila do João.
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Essa ação evidencia a complexidade e a violência do tráfico no Rio de Janeiro, expondo as dificuldades enfrentadas pelas forças de segurança em combater as facções criminosas. A situação reflete a necessidade urgente de uma política de segurança mais eficaz e de uma gestão pública comprometida com a proteção da sociedade, algo que o atual governo e seus aliados têm falhado em proporcionar.
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