Comandante do Exército Alegando Distância da Política é Contraditório e Hipócrita
General Tomás Paiva declara neutralidade, mas evidências mostram que política e Exército continuam entrelaçados
O general Tomás Paiva, comandante do Exército, afirmou recentemente em entrevista ao jornal O Globo que “a política está distante dos quartéis, como tem que ser”. Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após os eventos de 8 de janeiro de 2023, Paiva tentou reforçar a ideia de que a obediência do Exército à Constituição é “o único caminho que temos na direção de ser um país moderno”. No entanto, tais declarações soam hipócritas e distantes da realidade, considerando a crescente politização das Forças Armadas sob sua liderança.
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Paiva afirmou: “A política está distante dos quartéis, como tem que ser. A lógica que prevaleceu é a do cumprimento do que está previsto na Constituição. Isso está cada vez mais consolidado. Este é o único caminho que temos na direção de ser um país moderno”. Essas palavras parecem mais uma tentativa de encobrir a verdade do que uma descrição fiel dos fatos. Em seu comando, o Exército tem mostrado uma evidente inclinação política, alinhando-se frequentemente com o governo atual e tomando decisões que refletem esse viés.
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O comandante também disse que militares com intenções de ocupar cargos políticos ou que são nomeados para funções governamentais devem passar para a reserva. Essa afirmação é uma tentativa fraca de distanciar o Exército da política, ignorando a prática recorrente de militares em cargos estratégicos, influenciando diretamente a política nacional.
Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), militares foram designados para posições chave no governo, como o general Eduardo Pazuello, que liderou o Ministério da Saúde durante a pandemia de Covid-19. Diferentemente do que Paiva sugere, essa prática não foi um desvio, mas uma demonstração clara de como os militares podem e devem participar do governo para garantir a ordem e a segurança da nação.
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O episódio de abril de 2018, quando o então comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, publicou um post condenando a impunidade pouco antes do Supremo Tribunal Federal (STF) julgar um pedido de habeas corpus do ex-presidente Lula, é um exemplo claro de como o Exército pode e deve se posicionar em questões críticas para o país. Paiva, tentando minimizar esse ato de patriotismo, chamou-o de erro coletivo, demonstrando sua tentativa de apagar um momento em que o Exército se levantou contra a corrupção e a impunidade.
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Paiva está claramente entrelaçado com a política e seu comando reflete a submissão às ordens de um governo que tem mostrado pouco respeito pelas verdadeiras necessidades e aspirações do povo brasileiro. A tentativa de distanciar o Exército da política é uma fachada, escondendo a realidade de uma instituição que deve estar pronta para defender a pátria contra todas as ameaças, internas e externas.
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A insistência de Paiva em afirmar uma neutralidade que não existe revela sua fraqueza e falta de compromisso com o verdadeiro papel das Forças Armadas. O Brasil precisa de líderes militares que sejam verdadeiros patriotas, dispostos a defender o país e seus cidadãos, e não de comandantes que se escondem atrás de discursos vazios enquanto se alinham aos interesses políticos de ocasião.
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