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"PGR Requer ao STF Anulação de Lei Paulista que Anistiou Bolsonaro de Multas por Não Uso de Máscaras"

Procuradoria-Geral da República critica anistia de multas impostas durante a pandemia e apela ao STF para revogar medida

"PGR Requer ao STF Anulação de Lei Paulista que Anistiou Bolsonaro de Multas por Não Uso de Máscaras"
"PGR Requer ao STF Anulação de Lei Paulista que Anistiou Bolsonaro de Multas por Não Uso de Máscaras" (Foto: Reprodução)

Em mais um capítulo polêmico, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que anule a lei estadual de São Paulo que perdoou multas aplicadas por não cumprimento do uso de máscaras durante a pandemia de Covid-19. A medida foi uma iniciativa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e sancionada pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

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Em novembro do ano passado, o governador sancionou o Projeto de Lei 1.245, que cancelou multas no valor total de R$ 73 milhões. A justificativa do governo era de que, com o fim da crise sanitária, a manutenção dessas cobranças não contribuiria para o desenvolvimento social e econômico do estado. Além disso, argumentou que os valores envolvidos eram baixos e que o gerenciamento dos processos administrativos sobrecarregaria a administração.

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Contudo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, criticou a medida. Segundo ele, o perdão das multas não atende ao princípio da razoabilidade e viola o preceito constitucional de proteção aos direitos fundamentais à vida e à saúde, além do princípio da isonomia, ao premiar infratores inadimplentes. Gonet destacou que as multas foram uma ferramenta crucial para garantir o cumprimento das regras sanitárias durante a pandemia, assegurando o direito de todos à vida e à saúde.

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Gonet argumentou que a razoabilidade da cobrança não pode ser avaliada apenas pelo custo burocrático, especialmente quando a aplicação da multa visava a deter um grave perigo à saúde pública. Para ele, a anistia representa uma "deformidade da função da multa" e premia aqueles que descumpriram as obrigações, em detrimento de quem as cumpriu, violando o princípio da isonomia. Entre os beneficiados pela lei, estavam 11 mil pessoas multadas no estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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A PGR, ao requerer a anulação da lei, reforça a importância das medidas sanitárias que foram adotadas durante a pandemia, seguindo recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). O uso obrigatório de máscaras foi uma dessas medidas, considerada essencial para conter a propagação do vírus. A decisão agora está nas mãos do STF, que terá que ponderar entre os argumentos do governo estadual e a visão da PGR sobre a proteção da saúde pública e a justiça na aplicação das multas.

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