Surto de Microbactéria Suspeito de Causar Infecções Pós-Cirurgias Plásticas em Belo Horizonte
A clínica onde Camila Groppo trabalhava foi fechada e está sob interdição da Vigilância Sanitária
Após pelo menos dez mulheres relatarem graves efeitos colaterais de procedimentos estéticos realizados por Camila Groppo, uma dentista, denúncias foram registradas, levando a uma investigação criminal aberta pelo Ministério Público de Minas Gerais. As pacientes manifestaram preocupação com infecções após cirurgias plásticas, e o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs-BH) da Prefeitura de Belo Horizonte está investigando a possibilidade de um surto de microbactéria.
A clínica onde Camila Groppo trabalhava foi fechada e está sob interdição da Vigilância Sanitária. Um grupo no WhatsApp foi formado pelas vítimas para discutir suas opções e compartilhar experiências. Juliana Moraes Fernandes, uma das afetadas, expressou alívio pela identificação da possível causa das infecções, mas também preocupação com o tratamento necessário, que pode afetar órgãos vitais. Algumas mulheres já começaram a receber tratamento, enquanto Juliana, se tratando no hospital Odilon Behrens, teme pela possibilidade de internação e pela saúde de seu filho.
O Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais (CRO-MG) reativou a inscrição de Camila Groppo após a apresentação de seu diploma válido. A inscrição havia sido temporariamente suspensa devido à falta de apresentação do diploma dentro do prazo estipulado. O CRO-MG destaca a importância de que todos os cirurgiões-dentistas possuam as qualificações e autorizações sanitárias necessárias para garantir a segurança dos pacientes. Embora Camila Groppo não tenha especialidades registradas no conselho, ela pode ter a formação necessária para realizar os procedimentos em questão.
Com quase 12 mil seguidores nas redes sociais, Camila Groppo se autodenomina especialista em lipo de papada e bichectomia, com cerca de 2.000 cirurgias em seu currículo.
A defesa da dentista enfatiza sua formação e capacidade técnica para os procedimentos previstos pela resolução 198/2019 do CFO, incluindo a realização de cursos de extensão reconhecidos pelo MEC. Alega-se que as contaminações por bactérias podem ter diversas causas, e cada alegação das supostas vítimas deve ser analisada individualmente sem juízo de valor antecipado. Camila Groppo tem colaborado com as investigações e reitera seu direito à presunção de inocência e à oportunidade de apresentar sua defesa.
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