Acuado, Moro procura Gilmar Mendes e ouve que era "ladrão de galinhas" no Paraná
Foi no Paraná que Moro ganhou os holofotes nacionais, enquanto ocupava uma cadeira no judiciário
O julgamento que analisa a cassação do mandato do senador Sergio Moro (União Brasil-PR) está empatado em 1 a 1, no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Curitiba. Foi no Paraná que Moro ganhou os holofotes nacionais, enquanto ocupava uma cadeira no judiciário. Apesar do resultado ainda ser imprevisível, a votação no TRE pode dar um respiro ao senador.
O caso, no entanto, certamente terá novos capítulos. Um deles, já está garantido: independente do resultado do TRE, o julgamento será direcionado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), onde Sergio Moro deve enfrentar dificuldades.
Uma tarefa difícil
Enquanto aguarda o desfecho do julgamento no TRE, Sergio Moro tem realizado périplos nos gabinetes de ministros do STF, com o objetivo de apresentar defesa prévia em relação ao seu caso. O escolhido da vez foi o ministro Gilmar Mendes, com quem Moro realizou embates públicos no passado, principalmente sobre os rumos da operação Lava Jato.
Jornalistas que tiveram acesso ao teor da conversa entre os dois afirmam que Gilmar Mendes foi extremamente duro com Moro. Mendes teria pedido para o senador aproveitar o período no Congresso Nacional para estudar na biblioteca do órgão, além de ter afirmado que Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol seriam ladrões de galinhas enquanto executavam a operação Lava Jato em Curitiba.
Moro tem se sujeitado a humilhações com um objetivo: tentar salvar seu mandato e se livrar de um processo criminal movido contra ele na 13ª Vara Federal de Curitiba. O processo investiga uma possível “gestão caótica” de Moro dos recursos provenientes de delações premiadas e acordos de leniência homologados pelo ex-juiz na Lava Jato.
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