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Empresário é Preso por Desvio de R$ 2,5 Milhões em Medicamentos para Câncer

Operação conjunta das Polícias Civis de Paraná e São Paulo captura suspeito em Caçapava

Empresário é Preso por Desvio de R$ 2,5 Milhões em Medicamentos para Câncer
Homem foi preso em operação conjunta da Polícia Civil do Paraná e de São Paulo/Reprodução

Na manhã desta terça-feira (16), a Polícia Civil prendeu Polion Gomes Reinaux Gomes, de 43 anos, em uma operação conjunta realizada em Caçapava (SP). O empresário catarinense é suspeito de desviar medicamentos importados para o tratamento de câncer, avaliados em R$ 2,5 milhões. A prisão ocorreu no bairro Borda da Mata, onde Gomes foi encontrado em sua residência.

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Polion Gomes é proprietário da empresa Blowout Distribuidora Importação e Exportação Eireli, registrada em Joinville (SC). Ele está sendo investigado pelo não fornecimento de medicamentos essenciais para pacientes com câncer, incluindo o caso da jovem Yasmin, de 11 anos, que necessita urgentemente de tratamento para um tumor conhecido como Neuroblastoma.

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O escândalo veio à tona após a família de Yasmin recorrer à Justiça do Paraná para obter os medicamentos importados necessários para o tratamento da menina. A empresa de Polion apresentou o menor preço, mas falhou em entregar todos os remédios ao hospital. Em uma audiência realizada em junho, o empresário afirmou que os

medicamentos seriam entregues, mas posteriormente propôs devolver o dinheiro em 18 prestações.

Além de Polion, outras duas pessoas suspeitas de envolvimento no esquema foram presas no Rio Grande do Sul. As contas da Blowout Distribuidora foram bloqueadas a pedido da Polícia do Paraná, na tentativa de garantir a devolução dos valores desviados.

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Esse caso ressalta a urgência de uma maior fiscalização e transparência nas compras públicas, especialmente em áreas sensíveis como a saúde. A corrupção e a negligência no fornecimento de medicamentos vitais não só prejudicam o tratamento de pacientes vulneráveis, mas também minam a confiança da população nas instituições públicas e privadas. É imperativo que as autoridades tomem medidas enérgicas para prevenir e punir tais atos.

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