Justiça Suspende Transferência de Adélio Bispo: Descaso com a Segurança Nacional
STJ mantém autor de atentado contra Bolsonaro na Penitenciária de Campo Grande
Em mais um episódio que escancara a fragilidade do sistema de justiça brasileiro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de transferência de Adélio Bispo, autor da facada que atingiu o então candidato Jair Bolsonaro em 2018, de Mato Grosso do Sul para Minas Gerais. Adélio, que tentou se mudar para um hospital psiquiátrico em seu estado natal, continuará na Penitenciária Federal de Campo Grande, onde está desde o crime.
Publicidade

A solicitação de transferência, feita pela Defensoria Pública da União (DPU) e acolhida pela Justiça Federal, foi encaminhada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que criticou a condução do processo pelo Estado, alegando "omissão estatal". Esse cenário levanta sérias questões sobre as prioridades da Justiça brasileira, que parece mais preocupada em atender às demandas de criminosos do que em garantir a segurança da sociedade.
Publicidade
O imbróglio jurídico que resultou na suspensão da transferência se deve a um conflito de competência entre as Varas Federais do Mato Grosso do Sul e de Minas Gerais. A 5ª Vara Federal de Campo Grande determinou que cabe à 3ª Vara Federal de Juiz de Fora, em Minas, tomar as providências necessárias para receber Adélio Bispo. No entanto, a Vara de Juiz de Fora alegou falta de vagas em "hospital de custódia de Minas Gerais e a inaptidão das unidades médico-psiquiátricas penais para prestar a assistência adequada".
Publicidade

Enquanto isso, o STJ determinou que Adélio permaneça em Campo Grande até o julgamento final do conflito de competência. A DPU, que assiste Adélio desde 2019, insiste que a escassez de vagas no sistema público de saúde não justifica a manutenção do autor do atentado em um ambiente exclusivamente prisional.
Publicidade

Essa decisão do STJ levanta questionamentos sobre a verdadeira preocupação do sistema judicial: será que a proteção de criminosos perigosos está sendo priorizada em detrimento da segurança pública? Em um momento em que o país enfrenta desafios gigantescos na área de segurança, a postura condescendente das instituições públicas só reforça a percepção de descaso com a vida e a integridade dos cidadãos de bem.
Comentários (0)