Moraes Ataca Redes Sociais: Discurso Hipócrita e Tentativa de Censura
Ministro do STF em Portugal Critica Redes Sociais, Ignorando Princípios de Liberdade de Expressão
Nesta sexta-feira (28), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que “duas coisas dão dinheiro nas redes sociais: ódio e o que é fofo”. A declaração foi feita durante o painel “O mundo em eleições e o futuro da democracia representativa”, no 12º Fórum de Lisboa, em Portugal.
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Moraes, que frequentemente ataca as liberdades individuais sob o pretexto de combater o "ódio" online, destacou a ascensão de líderes autoritários pela via democrática, usando exemplos históricos para justificar suas preocupações com a política atual. Comparar líderes modernos a figuras como Mussolini e Hitler serve apenas para alimentar narrativas de controle, sem oferecer soluções reais para os problemas atuais.
“O Judiciário é o grande inimigo dos 'novos populistas extremistas digitais', como pudemos ver nos casos recentes da Hungria e da Polônia,” afirmou Moraes. Essa visão, no entanto, ignora o fato de que o poder judiciário deve servir à justiça e à liberdade, não se tornar um instrumento de censura.
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Moraes também traçou um paralelo entre a estagnação econômica na Europa e o descontentamento popular, culpando os "novos populistas" por usarem redes sociais para espalhar desinformação. Essa argumentação convenientemente ignora as falhas de políticas econômicas e sociais que contribuem para o descontentamento.
Ao defender a regulação das plataformas digitais, Moraes argumentou que as empresas têm a capacidade técnica de remover conteúdos prejudiciais, mas não o fazem por motivos econômicos. “Tenho conversado com os representantes das big techs e eles me dizem que é possível remover das redes, usando algoritmos, 93% dos vídeos de pedofilia e pornografia. Eu me pergunto por que não fazem o mesmo com os que espalham notícias falsas desvirtuando as eleições.”
Observação
Essa postura de Moraes em relação às redes sociais é alarmante e representa uma clara tentativa de censura disfarçada de preocupação com a desinformação. Ao buscar regular o conteúdo online, ele ameaça a liberdade de expressão, um princípio fundamental das democracias. Além disso, sua presença em Portugal, custeada pelos contribuintes brasileiros, levanta questões sobre o uso dos recursos públicos e a prioridade dada a eventos internacionais em detrimento das questões internas urgentes.
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A sociedade brasileira deve estar atenta às verdadeiras intenções por trás dessas declarações e se posicionar contra qualquer forma de censura que vise controlar a narrativa pública. O combate à desinformação deve ser equilibrado com a proteção das liberdades individuais, garantindo que o Brasil permaneça uma nação livre e democrática.
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