Operação 'Sob Encomenda 4' Desmantela Rede de Advogados e Facções Criminosas
Forças de segurança realizam prisões e apreensões em Santa Catarina e São Paulo, visando desarticular comunicações criminosas no sistema prisional
Na madrugada desta terça-feira (25), Joinville tornou-se o epicentro da operação "Sob Encomenda 4", conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) de Santa Catarina. Em colaboração com a 13ª Promotoria de Justiça de Joinville e o Grupo Especial para Enfrentamento a Facções Criminosas (GEFAC), a operação tem como objetivo combater práticas criminosas dentro e fora do sistema prisional.
A operação foca em delitos previstos na Lei de Organizações Criminosas, particularmente aqueles envolvendo advogados e membros de facções. Foram expedidos 21 mandados de busca e apreensão, além de mandados de prisão preventiva, cumpridos em seis cidades: Joinville, Barra Velha, Blumenau, Imbituba, Criciúma e Praia Grande (SP).
O saldo inicial inclui a prisão de três advogados, dois deles com mandados de prisão preventiva, e um ex-agente prisional temporário de Joinville. Buscas foram realizadas em várias unidades prisionais, incluindo a Penitenciária Industrial de Joinville e os presídios regionais de Blumenau, além de atingir indivíduos associados às facções em liberdade.
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Esta fase da operação contou com a colaboração da Polícia Militar, Civil, Penal, Rodoviária Federal e Bombeiro Militar de Santa Catarina, com apoio de forças similares de São Paulo. A operação, iniciada em agosto de 2021, visa desarticular a "sintonia" entre advogados e faccionados, crucial para as redes criminosas nas prisões.
O processo judicial permanece sob sigilo, mas a operação já teve um impacto significativo na segurança pública, conforme destacado pelos agentes envolvidos. As investigações continuam, com o objetivo de desmantelar completamente as redes de apoio às atividades criminosas que desafiam a ordem pública em Santa Catarina e além.
Operações como "Sob Encomenda 4" são essenciais para combater a infiltração de facções criminosas no sistema prisional brasileiro. A colaboração entre advogados e criminosos representa uma ameaça contínua à segurança pública. Este caso destaca a necessidade de uma fiscalização rigorosa e de medidas eficazes para impedir que profissionais do direito facilitem atividades criminosas.
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