cover
Tocando Agora:

Ex-deputada afirma que colegas temiam Domingos Brazão

Domingos Brazão é suspeito de envolvimento na execução da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

Ex-deputada afirma que colegas temiam Domingos Brazão
Ex-deputada afirma que colegas temiam Domingos Brazão (Foto: Reprodução)

A ex-deputada estadual Cidinha Campos (PDT) revelou à CNN nesta terça-feira (26) que parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) tinham receio de Domingos Brazão e evitavam confrontos com o conselheiro do Tribunal de Contas estadual, recentemente preso.

Domingos Brazão é suspeito de envolvimento na execução da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. Junto a ele, a Polícia Federal (PF) deteve o deputado federal Chiquinho Brazão (ex-União Brasil-RJ), irmão de Domingos, e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa.

"Deputados tinham medo dele, diziam: ‘Eu não vou brigar com ele, essa família é perigosa’. Acho que o medo não está só nele, mas naquilo que ele representa, a milícia", relatou Cidinha, que compartilhou o espaço na Alerj com Brazão entre 1999 e 2015, ano em que ele foi indicado ao TCE-RJ.

“A gente não conseguia se relacionar, porque ele me ameaçava o tempo inteiro. Nunca levaram muito a sério as minhas denúncias. Se tivessem levado, talvez se tivesse evitado a morte da Marielle”, acrescentou a ex-deputada.

Cidinha lembrou que Brazão reagiu negativamente quando ela propôs uma emenda na Comissão de Ética da assembleia fluminense. "Eu me lembro de ter sido atacada por ele quando criei uma emenda na Comissão de Ética que punia deputados não só pelo comportamento naquele mandato, mas em comportamentos pretéritos. Então, quando eu fiz essa emenda, ele surtou, ficou louco, queria me bater."

Segundo a ex-parlamentar, Brazão demonstrava comportamento misógino na Alerj e não escondia sua conduta. "Ele era descarado, achava que nada podia acontecer a ele. Foi criando esse monstro da política fluminense capaz de ameaçar, matar e sei lá mais o que fazer", relatou.

A defesa de Domingos Brazão não comentou as declarações de Cidinha Campos quando procurada pela CNN.

Comentários (0)